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emariam : Roberto Cavalli, from Bazaar magazine, July 2006 issue scanned by me
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Roberto Cavalli apparently wanted his 40th anniversary to be special because he reported 1.5 million euros ($2 million) on his show in Milan yesterday. And more, he paid Natalia Vodianova 50,000-70,000 euros ($67,000-$94,000) to open the show and attend his party next month. That’s a lot of dough for one show yo.
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SOURCE:Um passo na direção certa: roupas para pessoas normais
A Saks Fifth Avenue será a primeira grande loja em Nova York a vender roupas “plus-sized” de marcas famosas como Chanel, Dolce & Gabbana, Yves Saint Laurent, entre outras. A intenção da Saks é colocar à disposição de sua clientela uma variedade maior de tamanhos e, por isso mesmo, as roupas não ficarão em uma seção separada para “gordinhas” e nem serão feitos modelos especiais (leia-se peças mais feias só com o ‘selo’ da marca). Ao contrário, serão peças *de verdade* da coleção desses designers e ficarão juntamente com os tamanhos menores, no andar feminino da loja. Parece que a intenção da Saks não é vender somente para um público mais conservador e sim aproveitar o crescimento da cintura da população e vender roupas atuais para pessoas mais jovens que, por trabalho do destino, tem um corpo mais “avantajado”.
Contudo, tenho que mencionar que coloquei plus-sized entre aspas no parágrafo anterior porque – covenhamos – de tamanho “extra” muitas dessas peças não terão absolutamente nada. A falta de um sistema internacional – e até mesmo sistemas nacionais – de medidas para as peças de roupa criam uma verdadeira *salada* na cabeça dos compradores. Nos Estados Unidos, por exemplo, a discrepância parece ser cada vez maior: enquanto as cadeias de roupas de massa fazem peças com medidas cada vez maiores (eu, que antes vestia 6/8 agora visto 4 na GAP!), os grandes nomes internacionais fazem roupas cada vez menores. Por isso mesmo um tamanho 14 dessas marcas – considerado plus-sized na Saks – talvez seja equivalente a um 10, até mesmo 8 em outras lojas.
E isso não se restringe somente aos Estados Unidos. Aqui na Europa eu tenho que saber não só o tamanho em cada país (o sistema da Espanha difere da Itália, que difere da Alemanha e dos países escandinavos, que difere da Inglaterra) como tambem o das lojas. A Topshop é diferente da H&M, que é diferente da Zara, que por sua vez é diferente da Urban Outfitters. Ou seja: loucura completa e absoluta. E eu tenho consciência que eu sei as diferenças porque gosto e me envolvo com a moda. Para quem não é muito fã deve ser uma tortura infinitamente maior.
Além desse “pequeno” problema, outro fator importante que a Saks aparenta tentar resolver com sua nova empreitada é o da falta de discrepância entre a realidade e o idealizado. Designers podem adorar modelos magras e fazer peças para os desfiles que cabem num graveto, mas a verdade absoluta é que a imensa maioria de suas compradoras se espreme desesperadamente pra entrar num tamanho 38 ou 40. Compradoras estas com dinheiro de sobra para gastar, que entendem de moda e sabem muito bem onde e com quem gastar seu dinheiro e, mais importante, que QUEREM gastar seu dinheiro. A realidade é que o mundo ocidental engorda cada vez mais e os designers, se querem sobreviver (leia-se ter salário e continuar com seus empregos), tem que se adaptar a essa realidade – mesmo que o sonho deles seja vestir gravetinhos.
Faço um parêntesis para dizer que tenho amigas de todos os tamanhos. Sei que existem pessoas que são naturalmente magras – naturalmente MUITO magras, devo adicionar – e sei que existem pessoas que, por mais que tentem, nunca conseguirão ser um tamanho 38. Mesmo com muito exercício, muita boca fechada, lipoaspiração e/ou qualquer outra coisa. Porque seres humanos vem em tamanhos, cores e “modelos” diferentes. A única coisa que falta mesmo é a gente aceitar esse fato.
Não recomendo – e muito menos faço apologia! – à extrema magreza nem à obesidade. Ambos são doença e devem ser levados muito a sério. Dá pra ver pela história dos últimos 100 anos – período em que as pessoas pararam de passar fome e de ter dietas completamente malucas – que, na média, somos criaturas que tem um tamanho “médio”. Tipo um 40/42, sabe? Alguns mais, outros menos, claro… mas que esse tamanho é o nosso ideal para sobreviver. Crescer, trabalhar, produzir, reproduzir e perpetuar a espécie. Ambos os extremos de peso não auxiliam nessa evolução natural das coisas e por isso mesmo, não podem ser considerados “naturais”. Nem por nós mesmos e nem por ninguém.
Por isso é bom saber que a Saks resolveu vender roupas de tamanho mais “normal” para pessoas normais. Os tamanhos irão até o 14 norte-americano (equivalente – na teoria – ao nosso 46) e alguns irão até o tamanho 20. Esses últimos obviamente já visando o mercado das gordinhas. Porque se uma anoréxica pode se vestir de Chanel – com a profusão de tamanhos zero e até zero-zero por aí – porque uma obesa não pode? Nada mais justo. Só espero que essa mudança seja definitiva e a Saks coloque esses produtos na sua lista permanente de vendas. A perpetuação dos seres humanos agradece e a auto-estima de milhões de mulheres também.
P.S.: Para as interessadas, as marcas que a Saks passará a vender nos tamanhos maiores são Chanel, Fendi, Roberto Cavalli, Yves Saint Laurent, Dolce & Gabbana e Alexander McQueen. Eles se juntarão a uma lista de designers que já oferecem roupas com tamanhos maiores, como Donna Karan, Carolina Herrera, Armani e Oscar de la Renta.
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